O que mais importa na hora de se tomar uma decisão? A neurociência responde.

Por mais preparado que seja um profissional, o fantasma do erro na tomada de uma decisão sempre o acompanha. E quanto maior for sua responsabilidade dentro de uma organização, maior será esse fantasma. E é assim que deve ser. O medo humaniza, situa e prepara, porém, não deve imobilizar.

Mas como equilibrar o medo e fazê-lo trabalhar a favor da tomada de decisões, principalmente, na Alta Gestão? O resultado de uma pesquisa da Northwestern University, publicado em 2017, mostrou que mais importante do que as considerações técnicas prévias a uma decisão, é a influência da companhia das pessoas com as quais essas decisões são pensadas.

Devido ao fenômeno do “espelhamento” e do engajamento recíproco inconsciente, o cérebro é capaz de converter sensações e sentimentos negativos ligados à uma determinada pessoa em DECISÕES ERRADAS. Dessa forma, antes de uma decisão importante, deve-se observar com quem você tem estado, saído, conversado, convivido... Dentro e fora do ambiente de trabalho.

De acordo com a neurocientista, Moran Cerf, as memórias afetivas criadas pelo cérebro, através de experiências e sensações obtidas com a convivência com outras pessoas, são as maiores influenciadoras no momento da tomada de decisões.

Melhor do que apenas decidir em qual restaurante ir, é escolher com quem você vai estar...

Renata Mazeika – Executive Development